Equipamento popular

Desde que o Máquina do Tempo passou a ser ouvido por pouco mais que amigos e familiares (o cachorro da vizinha, por exemplo, adora), recebo perguntas do tipo “como é que se faz podcast? Como gravar? Como editar? Que talheres usar? E pra beber, não vai nada?”. Normalmente eu recomendo que a galera ouça o Metacast, dedicado a trazer dicas justamente sobre isso, mas não adianta, as perguntas continuam chegando. Já que é assim, pra não ficar repetindo as mesmas coisas, decidi iniciar uma nova série aqui no tocks, que conta minhas experiências, lições aprendidas e recomendações que eu tiro a partir delas para passar a vocês. Agora, quando vierem me perguntar de novo, só preciso indicar o link destes posts!

O primeiro passo é, obviamente, o equipamento. Antes mesmo do microfone, você deve pensar em computador: recomendo sinceramente que sua máquina tenha um bom processador e memória de sobra, além de espaço no HD. É claro que este é o objetivo de qualquer um que goste de computadores, mas mais que uma determinação, propriedades como essas em uma máquina são essenciais para a gravação de som, pois um equipamento inferior pode causar estalos, ruídos e interrupções na captação da sua voz que invalidarão a gravação, pois ninguém vai entender o que você está falando. Recomendo algo com, no mínimo, dois Gb de memória na sua máquina e que não fique rodando nada pesado como Photoshop ou algo assim enquanto estiver gravando para poder brincar em segurança.

Os microfones são uma verdadeira tara entre os curiosos: eles já querem sair comprando microfones de ouro para que suas vozes saiam lindas e maravilhosas como a de Nat King Cole – não é bem assim. Claro que, quanto melhor for o microfone, mais pura sairá sua voz, mas para que isso ocorra, é necessário algum equipamento extra, como mesa de som e programas adequados para equalização de tudo isso. Já que o MP3 extrai muitas informações inaudíveis ao ser humano do espectro de som, pode ser que esse zelo todo torne-se inútil no fim das contas. Antes de comprometer sua futura aposentadoria com equipamentos caros, experimente recursos mais à mão: esqueça o microfone por enquanto e pense num headset igual aqueles usados por telefonista. Enquanto o microfone aberto captará não apenas o som da sua voz, mas de tudo ao seu redor, poluindo o som, o headset ligado direto ao computador concentrará o microfone em sua boca, captando quase que apenas a sua voz.

A maioria dos podcasters sugere esses novos headsets com interface USB para plugar no computador, mas eu tenho péssimas experiências com isso: quando Leandro Bulkool trocou seu headset por um novo modelo USB para gravarmos as edições seguintes do Máquina do Tempo, sua voz saía estranhíssima, como se ele estivesse falando de dentro de uma lata gigante de Pringles. Depois dessa experiência, determinamos: no more USB headsets. Os fones que usamos usam a boa e velha interface PS2 mesmo e têm funcionado muito bem assim.

Na próxima parte desta série, falarei mais sobre o processo de gravação de som e cuidados necessários para isso. Até lá!



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