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Black Star Riders traz hard rock datado e divertido em “Heavy Fire”

Black Star Riders traz hard rock datado e divertido em “Heavy Fire”

Vivemos uma época em que o rock internacional está cheio de “vertentes” e propostas cada vez mais complexas musicalmente. É cada som mais “louco”, experimental, alto, ruidoso e cheio de notas que você chega a nem entender o que está acontecendo nos seus ouvidos, bêbados de tanta informação sonora. Por isso que bandas como o Black Star Riders, com seu hard rock básico, um pouco datado, mas sempre com bom gosto e elegância, é um alívio para as mentes sobrecarregadas. Heavy Fire chega como o melhor remédio para essa dor de cabeça no momento.

Ricky Warwick (vocal), Scott Gorham (guitarra), Damon Johnson (guitarra), Robbie Crane (baixo) e Jimmy DeGrasso (bateria) trazem um álbum divertido e com alto astral, sem precisarem reinventar a roda do hard rock para deixarem os “camisas pretas” felizes com as 12 faixas do disco – mesmo porque o Black Stone Raiders é originado da histórica Thin Lizzy, uma das bandas que ajudou a inventar essa roda original. O álbum abre com a faixa-título, levando você direto para os anos 70 / 80 com uma coleção de riffs e levadas marcantes. Em seguida vem o primeiro hit do disco, a alegre When The Night Comes In.

Esse clima de anos 80 continua em todo o álbum, seja em faixas com andamento mais pesado como Who Rides The Tiger ou o baixo carregado de Thinking About You Could Get Me Killed, seja na hora das “baladinhas” como Cold War Love e Fade. Para quem viveu a “década perdida” ou conhece bem a cultura pop daquela época, a impressão que se tem é que você poderia muito bem ouvir essas faixas em um comercial dos cigarros Hollywood ou na trilha sonora de alguma comédia romântica dirigida por John Hughes (responsável por filmes como Curtindo a Vida Adoidado, Clube dos Cinco, Mulher Nota 1000 e outros).

O Hard Rock atual está cheio de músicos e bandas que acham que precisam provar seu talento e, por isso, se esforçam criando frases complexas, tocando “milhões de escalas por segundo” nas guitarras ou tentando atingir notas impossíveis com a voz. Livres de toda essa necessidade de autoafirmação e interessados em apenas se divertirem fazendo música (e convidando os ouvintes a se divertirem com eles), o Black Star Riders entrega, despretensiosamente, aquele que parece ser o melhor trabalho do quinteto até o momento. Esse ar oitentista, que poderia ser um defeito em outras bandas, torna-se uma identidade musical que os veste muito bem. Que peguem mais vezes a máquina do tempo e tragam mais canções como essas diretamente de lá.

Black Star Riders
Heavy Fire
Gravadora/ selo: Nuclear Blast
2017
Nota: 6

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