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Gone is Gone entrega o que promete, na medida certa, em seu EP de estreia

Gone is Gone entrega o que promete, na medida certa, em seu EP de estreia

Quando a nova superbanda de 2016, Gone Is Gone, foi anunciada, o mundo do rock entrou em polvorosa. Todos queriam ver qual seria o resultado da mistura entre Tony Hajjar (At the Drive-In) na bateria, Troy Sanders (Mastodon) no baixo e voz, Troy van Leeuwen (Queens of the Stone Age) na guitarra e o DJ Mike Zarin. O momento chegou com o lançamento do EP autointitulado, que traz oito músicas inéditas.

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A bolacha abre com a excelente Violescent, que já havia sido divulgada na Web em abril. O clima sombrio e os riffs pesados dominam a faixa, mostrando o que encontraremos ao longo do EP.

Em cada música, você percebe um pouco de cada banda original dos integrantes e fica positivamente impressionado ao perceber como essas características combinam. Sanders é, muitas vezes, quem guia o resto da banda com seu baixo forte e reto e vocal rouco e gritado, mas a bateria de Hajjar (quem, talvez, tenha mudado mais para se adaptar ao trabalho) é marcante e muito clara. A guitarra de van Leeuwen dá a harmonia das músicas com riffs mais “crus”, porém, com muita reverberação, e levadas pesadas e até os elementos mais eletrônicos inseridos por Zarin combinam perfeitamente.

Tudo é muito bem dosado no EP, desde as contribuições de cada músico (os fãs das bandas originais de cada um vão adorar brincar de identificar as influências delas em cada trecho das canções) até as alternâncias entre momentos mais pesados e lentos. É aí que o trabalho perde alguns pontos, pois o elemento orgânico dá lugar a uma preocupação um pouco exagerada em querer ambientar o ouvinte neste mundo sombrio e melancólico.

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O álbum é constante em sua proposta e, por isso mesmo, ele tem o tamanho ideal de oito músicas pois, mais que isso, ficaria chato e cansativo. Resta saber se o grupo criará mais variações em suas composições para trabalhos futuros, senão, o quarteto cairá em uma monotonia que poderá afastar os potenciais fãs – mas esse não é o caso por agora. É tempo de apreciar e curtir o EP do Gone Is Gone sabendo que eles entregaram o que prometeram meses atrás, sem mais nem menos.

Gone Is Gone
Gone Is Gone
Gravadora / selo: Black Dune/ Rise
2016
Nota: 6

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